Mudei para outras paragens
Por motivos alheios à minha vontade, mudei de sítio.
http://educaeaprende.blogspot.com
Vemo-nos por lá e fico a aguardar os vossos comentários!!!!
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Sempre que ligo o PC, imediatamente me ligo à internet e ao msn. É automático! O uso do messenger, para quem contacta diariamente com alunos, é quase que uma ferramenta imprescindível.
Também os meus filhos usam o messenger.
Ontem, ao ligar o PC, não me apercebi que o messenger tinha iniciado a sessão com a “conta” do meu filho. Às tantas começo a receber mensagens, de pessoas que desconhecia, com um conteúdo que definitivamente não me dizia nada… Reparei com mais atenção… a conversa girava à volta de algo que se tinha passado na escola, amores de adolescente, etc… Fiquei sem saber se deveria responder (mas dizer o quê) ou simplesmente ignorar (saindo). Optei pelo segundo.
Meu Deus! Os anos passam e os problemas de adolescência continuam os mesmos. Todos passamos pelas mesmas dores de crescimento, de amores não correspondidos, do disse-que-disse ou que não-disse… Agora já não se mandam os recadinhos por bilhetes, discretamente metidos no bolso ou na mochila… Agora utilizam-se outros meios… msn … sms …. enfim, na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.
Naquele dia, deu-me para as arrumações… fui encontrar coisas de há mais de 25 anos… do tempo em que as festas se faziam na garagem de um amigo… Andei a vasculhar antigos LP’s (os tais que ainda eram de vinil) e antigas cassettes de video (VHS e 8 mm).
Num ápice desencantei um gira-discos e um leitor de cassetes VHS. Adiei as arrumações para outro dia… e pus-me a visionar as cassettes… Ora bem… lá estava eu, muito mais jovem (claro), numa festa de garagem, com luzes a piscar, com bola de pequenos espelhos que brilhavam e criavam “atmosfera”. Uma dúzia de amigos a dançar ao som dos Pixies, dos Dexie Midnight Runners, dos Depêche Mode… e, de repente, ouve-se uma música mais lenta… um slow… em francês (oh la la)… e os pares juntam-se… Era o Joe Dassin… tão agarradinhos que nós estávamos! Tanto amor no ar… tantos namoricos… tanta juventude!
“Et si tu n’existais pas
Dis-moi pourquoi j’existerais
Pour traîner dans un monde sans toi
Sans espoir et sans regret
Et si tu n’existais pas
J’essaierais d’inventer l’amour
Comme un peintre qui voit sous ses doigts
Naître les couleurs du jour
Et qui n’en revient pas
Et si tu n’existais pas
Dis-moi pour qui j’existerais
Des passantes endormies dans mes bras
Que je n’aimerai jamais”…..
A música continuava… e os pares iam rodopiando lentamente… Face com face… corpo unido… um sussurro aqui e outro ali, umas palavras ditas ao ouvido…
O amor andava no ar!
Oh tempo, volta para trás!!!!!


*Canalha, Crápula, Cágado!!!
Oviedo, 2008 Adelina Silva
Tal como no filme, “The Horse Whisperer”, também eu sofri um acidente. Já lá vai um ano (lembro-me como se fosse hoje). O perigo surge quando menos se espera e de quem nem suspeitamos.
O processo de recuperação foi muito lento, mas após algum tempo as minhas feridas foram cicatrizando. Para conseguir chegar aí foi um longo processo, mas tive sempre o apoio do meu “cavalo”, animal que eu adoro, robusto, leal, elegante…, do meu “anjo de guarda” (mulher forte que sempre me deu alento e ânimo) e da minha máquina fotográfica de sempre (a Yashica, claro!).
Foi um período difícil, mas quero agradecer a quem me atropelou… finalmente abri os olhos e vi que nem todos nós somos iguais, nem leais, nem honestos, nem simples!
Sejam Felizes!
Oviedo, 2008 Adelina Silva
I carry your heart with me (I carry it in my heart)
I am never without it (anywhere I go you go, my dear,
and whatever is done by only me is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world, my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud and the sky of the sky of a tree called life; which grows higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
e.e. cummings