Friday, June 9, 2006

Avaliação

O processo de avaliação é sempre complicado, difícil e, por vezes, doloroso.  Quando falo de avaliação, pretendo dizer não só a que faço dos outros (dos alunos), mas também a mim própria, dos alunos a eles próprios e de alunos a alunos.

Há sempre tantos factores a ter em atenção:

1. Quando peço aos alunos que se auto-avaliem, se alguns fazem uma análise ponderada e reflectida de todo o trabalho por eles desenvolvidos, outros há que «atiram» uma classificação, que é a que gostariam de ter no final de ano, mas não a que reflecte o seu desempenho escolar.

2. Há ainda outros há que antes de escreverem uma classificação, perguntam primeiro a outros «quanto e que vão “pedir”», como se uma avaliação se pedisse, se encomendasse …

3. Finalmente, a minha própria avaliação: tenho-me como uma boa profissional, tento dar sempre o meu melhor, tento sempre ter os meus conhecimentos actualizados e expô-los da forma mais conveniente aos alunos, consoante o seu nível etário, centralizando a sua aprendizagem através do «fazer», da descoberta por eles próprios, da aplicação. É minha convicção que a «errar» também se aprende, e por vezes o processo de aprendizagem poderá ser mais eficaz. Porém, e uma vez que as disciplinas que lecciono são eminentemente práticas e as turmas têm muitos alunos, penso que por vezes o fiz e o que propuz aos alunos que fizessem e executassem, seja muito pouco. A atenção que dou a cada um deles em particular acaba por se diluir na turma. Os alunos exigem muito mais do professor, que ao ir dando atenção às dificuldades de cada um, acaba por «descuidar» um pouco os outros. Para os jovens o esperar um minuto que seja, é uma eternidade. Eles querem respostas agora, já. 

 

Penso que o Ministério da Educação deveria rever o número máximo de alunos por disciplina, sempre que esta fosse eminentemente prática.

 

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Thursday, June 1, 2006

Aprendizagem e colaboração - E-Twinning

Peter Leitl, professor de História na Schigymnasium Stams, Áustria, está profundamente envolvido no eLearning.

 

Escola parceira na Irlanda
O tema escolhido para o projecto foi “A História da Irlanda, do Início ao Presente”, e Peter Leitl procurou uma escola parceira na Irlanda com quem pudesse fazer a geminação electrónica. Enviou um esboço sobre o tópico no TwinFinder e rapidamente recebeu uma resposta da Second Presentation School, em Wexford na Irlanda. As duas escolas registaram uma parceria no portal eTwinning, e o trabalho começou na sala de aulas e online, envolvendo alunos de ambas as escolas.

Comunicação entre alunos
Antes de o projecto ser apresentado aos alunos, Peter Leitl e John McCormack, o seu colega irlandês, decidiram que os e-mails deveriam ser a principal ferramenta de comunicação entre alunos. No entanto, cedo ficou claro que também havia necessidade de comunicação simultânea, e por isso os alunos começaram a comunicar online através do Skype.

Os alunos trocaram informação sobre lugares de interesse na História irlandesa. Eles desenvolveram um trabalho sem fronteiras, quer em pequenos grupos quer individualmente e, à medida que a colaboração foi correndo bem, também o projecto foi alargado para incluir excursões, onde os alunos se conheceram pessoalmente. Na preparação das excursões, os alunos austríacos informaram os seus colegas na Irlanda sobre os aspectos específicos da História irlandesa que tinham estudado, e os alunos irlandeses organizaram uma visita por Dublin salientando esses aspectos. Por sua vez, os alunos austríacos vão preparar um dia em Outubro sobre “Locais ligados à história do Nacional-Socialismo no Tyrol”, onde os alunos irlandeses, entre outros, vão visitar um campo de concentração. 

Benefícios
Os alunos beneficiaram de muitas maneiras por colaborarem com os seus colegas estrangeiros. Alguns dos benefícios incluem as situações em que os alunos reflectiram com habitantes locais sobre conteúdos ensinados nas aulas, adquiriram uma visão global da História europeia, fizeram um projecto e reexaminaram o seu próprio contexto histórico na História de outro país. Os alunos austríacos também melhoraram os seus conhecimentos de inglês.

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Ensino e Aprendizagem - as TIC

 

 

Hoje falamos recorrentemente em TIC, TIC, TIC ….

O que são as TIC? 

Tecnologias da Informação e Comunicação…

Tecnologias - que tecnologias?…. Quais?

Informação - Há poucos anos atrás dizia-se que viviamos na sociedade da informação, proporcionada pela tecnologia, que evoluia rapidamente. Só a escola parecia que continuava igual a ela própria. Falava-se de mudança… que mudança? Física não era de certeza…  As salas continuavam com a mesma disposição do séc. XIX. Os materiais continuavam a ser em suporte papel… Os aulas continuavam centradas no professor como «detentor» de toda a informação.

Comunicação - De repente deixou-se de falar de sociedade de informação, para se falar de sociedade de conhecimento, influenciada pelas tecnologias da comunicação. Como evoluiu esta máquina - o computador. Passou de uma máquina «processadora de texto» para facilitar a ligação a outros «seres», através de redes «planetárias» - a aldeia global de McLuhan.

E, de repente, vemos-nos a olhar para essa máquina - uns desconfiados dessa tecnologia, outros deslumbrados pela técnica…

 

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