Avaliação
O processo de avaliação é sempre complicado, difícil e, por vezes, doloroso. Quando falo de avaliação, pretendo dizer não só a que faço dos outros (dos alunos), mas também a mim própria, dos alunos a eles próprios e de alunos a alunos.
Há sempre tantos factores a ter em atenção:
1. Quando peço aos alunos que se auto-avaliem, se alguns fazem uma análise ponderada e reflectida de todo o trabalho por eles desenvolvidos, outros há que «atiram» uma classificação, que é a que gostariam de ter no final de ano, mas não a que reflecte o seu desempenho escolar.
2. Há ainda outros há que antes de escreverem uma classificação, perguntam primeiro a outros «quanto e que vão “pedir”», como se uma avaliação se pedisse, se encomendasse …
3. Finalmente, a minha própria avaliação: tenho-me como uma boa profissional, tento dar sempre o meu melhor, tento sempre ter os meus conhecimentos actualizados e expô-los da forma mais conveniente aos alunos, consoante o seu nível etário, centralizando a sua aprendizagem através do «fazer», da descoberta por eles próprios, da aplicação. É minha convicção que a «errar» também se aprende, e por vezes o processo de aprendizagem poderá ser mais eficaz. Porém, e uma vez que as disciplinas que lecciono são eminentemente práticas e as turmas têm muitos alunos, penso que por vezes o fiz e o que propuz aos alunos que fizessem e executassem, seja muito pouco. A atenção que dou a cada um deles em particular acaba por se diluir na turma. Os alunos exigem muito mais do professor, que ao ir dando atenção às dificuldades de cada um, acaba por «descuidar» um pouco os outros. Para os jovens o esperar um minuto que seja, é uma eternidade. Eles querem respostas agora, já.
Penso que o Ministério da Educação deveria rever o número máximo de alunos por disciplina, sempre que esta fosse eminentemente prática.
