Tuesday, April 29, 2008

Its gonna be a bright sun shinny day

O tempo prega-nos partidas… o tempo é como eu: instável, imprevisível,… Eu estou como o tempo: tanto chove como faz sol. Eu e o tempo temos uma música (estamos em sintonia):

I can see clearly now the rain is gone
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind.
Its gonna be a bright sun shinny day.

Look all around there is nothing but blue skies
Look straight ahead, nothing but bue skies!

Tinha marcada uma consulta médica há algum tempo, num consultório no centro da cidade do Porto. Todos que conhecem a cidade sabem que conduzir no Porto é um caos. Assim, para não me perder nas labirínticas ruas, liguei o GPS para ir do ponto A ao ponto B, de preferência sem me perder. Liguei-o e aguardei que se ligasse aos satélites. E aguardei… e aguardei… até que reparei que até o GPS estava perdido num enorme ponto de interrogação. Indicava uma tal de Rua de Vila Cova  (onde quer que isto seja!), Rua da Ranha (nome estranho) e Rua da Conduta. Avenida de França (onde eu me encontrava) nada…  Decidi arriscar! Pé do acelerador e lá fui eu pela avenida em direcção à VCI.
Já perto do lugar de destino (o tal ponto B) é que o GPS deu sinal de sinal: “Na rotunda vire na segunda à direita… siga 200 metros e vire à esquerda!”….
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Monday, April 28, 2008

JAPÃO NO PORTO - Maio de 2008

Lia calmamente o jornal, saboreando um capuccino italiano, perfumado com maresia, ao som do dobrar das ondas e com o sol a acariciar a pele. Já no final da leitura uma frase chamou a sua atenção: “Por vezes, a distância física entre duas pessoas pode ser mais curta e a distância emocional medir-se em quilómetros”. Era a propósito do filme “Blueberry nights” - O sabor do amor - de Wong Kar-Wai.
Lembrou-se a esse propósito de um ciclo de cinema durante o próximo mês de Maio, no Porto, a propósito do Japão. Os filmes a exibir são os seguintes (isto para quem, como eu, gosta deste tipo de cinema):

Semana do Cinema Japonês

Organização conjunta da Fundação Ciência e Desenvolvimento/ TCA e Medeia Filmes

14 Maio | 21:30 | Pré-abertura do ciclo

Exibição do filme “Rapsódia em Agosto”, de Akira Kurosawa, seguida de debate

15 a 21 Maio | sessões às 18:30 e às 22:00

Cine-Estúdio do Teatro do Campo Alegre - Rua das Estrelas

Informações: www.fcd-porto.pt | 22 6089800

8 filmes, dos clássicos aos contemporâneos, um filme por dia, à excepção do dia 17 (2 filmes).

15 Maio, 18h30; 22h > BANSHUN / PRIMAVERA TARDIA, YASUJIRO OZU, 1949

16 Maio, 18h30; 22h > UGETSU MONOGATARI / CONTOS DA LUA VAGA, KENJI MIZOGUCHI, 1953

17 Maio, 18h30 > ONNA GA KAIDAN O AGARU TOKI /QUANDO UMA MULHER SOBE AS ESCADAS, MIKIO NARUSE, 1960

             22h > MADADAYO / AINDA NÃO! , AKIRA KUROSAWA, 1993

18 Maio, 18h30; 22h > U-NA-GI / A ENGUIA, SHOHEI IMAMURA, 1997

19 Maio, 18h30; 22h > HANA-BI / FOGO DE ARTIFICIO, TAKESHI KITANO, 1997

20 Maio, 18h30; 22h > TABU /GOHATTO, NAGISA OSHIMA, 1999

21 Maio, 18h30 > DARE MOSHIRANASI/ NINGUEM SABE, KORE-EDA HIROKAZU, 2004

Em jeito de pré-abertura do ciclo, será exibido no dia 14, às 21h30, RAPSÓDIA EM AGOSTO, de Akira Kurosawa (dois adolescentes passam o Verão em casa da avó, num campo perto de Nagasaki. Ela recorda os seus anos de juventude e meninice e a bomba sobre a cidade. O filho de um irmão que emigrara para os EU vem visitá-la e “pedir perdão” pelo que os americanos fizeram), que faz parte do ciclo Cinema e Justiça, organizado pela Associação de Juristas do Porto, seguido de debate.

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Friday, April 25, 2008

25 de Abril de 2008

Acordei mal humorada… há dias em que acordamos assim, sem saber muito bem porquê… Rapidamente haveria de descobrir a razão: depois de tomar o pequeno-almoço liguei o computador e… surpresa, surpresa! A máquina não arrancava! Exigia o CD de arranque do Windows Vista… Pensei: “Raios, logo hoje que tenho trabalho urgente para concluir e está tudo no disco! E ainda por cima nem tenho aqui o CD! M****!!!” Depois de ter feito mil e uma tentativas infrutíferas, acabei por pegar nas chaves do carro e pôr-me a caminho de casa, na esperança de que o tal do CD resolvesse o problema. Conduzi uns 100 Km, distância que separa a casa de descanso e a casa de trabalho! Raios!!!! Imagino se estivesse em cú de Judas, nos confins do mundo, para lá da montanha onde o Zé pôs as botas a descansar….
Parece que a coisa (por outras palavras: o PC) está a funcionar, mas não chegou para susto, até porque não tinha feito cópia de segurança de alguns dos ficheiros em que estou a trabalhar.
Já depois de almoço, e para acalmar de toda a azáfama, fui, como de costume, ao bar da praia… Depois de ter lido o jornal, despertou-me a atenção um pequeno papel que jazia em cima do balcão.
Trata-se de um ciclo de cinema sobre a relação entre Livros e Filmes: de Wim Wenders, As Asas do Desejo; de François Truffaut, Fahrenheit 451; de Alain Resnais, Toda a Memória do Mundo; e de Gus van Sant, Descobrir Forrester. Lembrei-me de um dia em que passei este último filme aos meus alunos… Foi uma aula e tanto!

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Tuesday, April 22, 2008

“Fifth Avenue”

Isto de um homem se sentir só, à saída
do trabalho, do cinema, ao ir pra casa…

Saber que ninguém espera que cheguemos,
para alegrar-se ao ver-nos, ou rechaçar-nos,
torna inimiga, deserta
e inóspita a mais povoada rua.

Os amigos… Contam-me problemas
e com a pressa desandam. E uma pessoa fica
de novo e outra vez sozinha, constrangida
a enroscar-se no seu ego e no seu tédio.

Com que vazio deparamos em nós próprios
quando buscamos o nosso eu interno.
Que ser desagradável se contempla
examinando o nosso próprio ser.

E aqui, entre tanta gente, na cidade,
sentimos que nada interessamos a ninguém.

Fonollosa, J. M., in “Cidade do Homem: New YorK

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Monday, April 21, 2008

O Terceiro Homem

“Como diz o outro, em Itália em trinta anos de governo dos Bórgia houve guerra, terror, assassínio e derramamento de sangue mas produziram Michelangelo, Leonardo da Vinci e o Renascimento. Na Suíça reinava um amor fraternal – 500 anos de democracia e paz e o que é que deu? O relógio de cuco. Até à vista, Holly!”  Assim falava a personagem interpretada por actor Orson Welles, no filme “The Third Man”.

Ao aproximar de mais uma data comemorativa do 25 de Abril esta deixa cinematográfica, cujo argumento foi inspirado num livro com o mesmo nome de Graham Greene, leva-me a reflectir sobre o facto de o presente ser um espelho do passado.

Frequentemente dou comigo deslumbrada (e, por vezes, quiçá, assustada) com o ciclo de eventos que se vão sucedendo na nossa existência, umas vezes “em cima”, outras vezes “em baixo”, mas a vida lá vai tocando para a frente.

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Wednesday, April 16, 2008

A criança que há em mim…

“Uma criança pode sempre ensinar três coisas a um adulto: a ficar contente sem motivo, a estar sempre ocupado com alguma coisa, e a saber exigir - com toda a força - aquilo que deseja.”

Paulo Coelho, in “O Monte Cinco”

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Wednesday, April 9, 2008

Let´s be in love…

Nos tempos que correm, não há dia em que as escolas e a violência entre muros, não seja notícia. Não há dia em que na viagem entre casa e a escola não ouça esta música, que aliás é das minhas predilectas. É dos Hands on Aproach, e chama-se “Let’s be in love”.

You look at me smile down your own,
You make me feel like I’m the one,
Leave it to our hearts, we will find the way’s of going throught…

Nights and days passed throught our lives,
and still I was sure of anything,
love is the key for our golden dreams…

Refrão:
Let’s be in love again,
Let’s do the sound in “bed”,
Let’s be in love again…

Look at me, Kiss me, Hold me, Feel me,
Love me, As if it was our last day…

Look at me, Kiss me, Hold me, Feel me,
Love me, As if it was our last day…

Refrão x2

If I could go, back in time,
I would say, once again,
Kiss me, Hold me, Feel me,
Love me…

If I could go, back in time,
I would say, once again,
Kiss me, Hold me, Feel me,
Love meeeee…

 
Depois desta música, quem não encara o dia de uma forma mais pacífica?

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