Saturday, June 28, 2008

S. Pedro (Póvoa de Varzim)

É S. Pedro. É S. Pedro na Póvoa de Varzim.
-”Vai uma sardinha assada, oh jovem?”…

Junho 2008                                 Adelina Silva

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Monday, June 23, 2008

Quais as qualidades num Homem?

The man without qualities

“He is a man without qualities . . .
There are millions of them nowadays . . .

What he thinks of anything will
always depend on some possible
context — nothing is, to him, what it is;  
everything is subject to change,
in flux, part of a whole, of an infinite
number of wholes presumably adding
up to a superwhole that, however,
he knows nothing about.

 So every answer he gives is only a partial
answer, every feeling only an opinion,
and he never cares what something
is, only ‘how’ it is.”

— Robert Musil

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Saturday, June 21, 2008

Nine o’clock

Olho para o relógio: nove horas…
Acordei cedo… muito cedo… demasiado cedo… Levantei-me e fui passear na praia. A aragem fresca da manhã e o cheiro a maresia entranhavam-se na pele, nos cabelos… A areia grossa feria os pés…
Caminhei pela areia… deambulando… Ao longe os barcos dos pescadores navegavam em direcção ao porto.
Parei. Sentei-me na areia. As gaivotas esvoaçavam ao meu lado. Deitei-me. Olhei o céu. Olhei o infinito. Fechei os olhos.


Póvoa de Varzim, 2008    Adelina Silva

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Wednesday, June 18, 2008

GROW UP

Ouvi há pouco tempo uma frase que, não sendo dirigida à minha pessoa, em certas alturas da minha vida, me assentou quem nem uma luva. “Por vezes, para não magoarmos os outros, aguentamos em silêncio…”
Sim!
Porém, eu disse BASTA!
Porque haveremos de ficar em silêncio, quando os outros nos magoam? Porque não havemos de expressar o nosso ponto de vista? Não somos seres pensantes? Não temos uma consciência? Não somos responsáveis?
Bem alguns não serão… não fizeram um percurso de aprendizagem social e cultural que lhes permite discernir e reflectir sobre as suas atitudes e valores. Outros, ainda, terão um qualquer elemento genético (quiça!) que parece dar-lhes prazer em magoar os outros. Também para esses há que dizer BASTA!
Essas pessoas são normalmente pessoas insignificantes que, conscientes da sua insignificância, pretendem fazer os outros crer que também são insignificantes. A esses digo: GROW UP!
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Sunday, June 15, 2008

It’s all about people

 

Jay Cross, do Internet Time Group, fala sobre Comunidades de Prática, sobre a tecnologia e sobre as pessoas que a utilizam.
Ideia principal - a tecnologia está presente, mas o essencial são as pessoas…

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Monday, June 9, 2008

Amo-te… ou talvez nem por isso!

A viagem fazia-se em silêncio, apenas com uma música de fundo, para ambientar o espaço. Cantava o Brett Dennen… “…I don’t know why I say the things I say, but I say them anyway…”
Uma gaivota esvoaçava ao meu lado, acompanhando-me nos meus pensamentos.
Amo-te… Veio-me ao pensamento essa forma verbal que, de resto, não gosto de ouvir e evito utilizar. Parece-me uma palavra oca, sem conteúdo… Quantas vezes será dita, sem qualquer sentimento, apenas porque é suposto que o outro a oiça. Para quê?
O importante não é o que se diz. O importante é o que se faz ou o que não se faz. O “amo-te” está presente nas pequenas coisas do dia-a-dia: um carinho, uma palavra, um olhar… O “amo-te” dito, expresso verbalmente, soa falso, indiferente, coersivo.
Por isso, não me digas que me amas. Ama-me apenas!
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Monday, June 2, 2008

Não me peças palavras, nem baladas…

Tinha parado na fila do trânsito obedecendo ao vermelho do semáforo. Estranhamente pairava um silêncio no interior do carro. Finalmente não resistiu:
- Mãe, aquela janela ali em cima ainda tem as decorações de Natal!… Mas já estamos em Maio, quase em Junho!
Olhei, distraídamente para onde me indicava. Com efeito assim era… Pensei: Que raio… Esta família deve querer perdurar o espírito de Natal, ou então, de tão embrenhada está nos seus afazeres domésticos, nem tempo tem para guardar as estrelas de Natal. Provavelmente… e foram passando pela cabeça, enquanto o semáforo não projectava o verde, razões diversas para o Natal estar (ou não) naquela casa.
Lembrei-me a propósito de um poema do José Régio: Não me peças palavras, nem baladas,/Nem expressões, nem alma…, etc. E acaba com: Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
Vejo aquela casa desse modo: Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

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